terça-feira, 19 de agosto de 2014

Formas geométricas na arte

Para mencionar a importância da geometria nas obras artísticas escolhemos como caminho o pintor russo Vassily Kandinsky, nascido em Moscou em 1886 e falecido em dezembro de 1944, também na Rússia.



Vassily Kandinsky. Outono na Baviera, 1908. Óleo no cartão, 33 cm x 45 cm.Centro Georges Pompidou, Paris.

Tornou-se um dos primeiros criadores do abstracionismo puro na pintura moderna. Usou a geometria e a música como suporte para suas composições.

Após várias exibições bem-sucedidas, fundou o Grupo O cavaleiro azul (Der Blaue Reiter) de Munique (1911-14) e começou a pintura completamente abstrata. Seus formulários evoluíram em fluido de orgânico a geométrico e, finalmente, à pictografia.

O conceito de cor e a harmonia musical estão ligadas e têm uma história longa, que intriga os cientistas (Isaac Newton, por exemplo, usou a cor para trabalhar o prisma). Kandinsky usou a cor de uma maneira altamente teórica que associa o tom com o timbre (o caráter do som).



Vassily Kandinsky. Composição IV, 1911. Óleo na lona, 159 cm x 250 cm. Kunstsammlung Nordrhein-Westfallen, Dusseldorf.

Observe suas obras e a evolução das mesmas:

Vimos que a forma, a cor e a posição são elementos que unidos às formas geométricas dão diferentes resultados visuais.


Vassily Kandinsky. No branco II, 1923. Óleo na lona, 105 cm x 98 cm. Centro Georges Pompidou, Paris.



Vassily Kandinsky. Ponto preto, 1912. Óleo na lona, 100 cm x 130 cm. Vassily Kan St. Petersburgo Hermitage, Dinsky.




Vassily Kandinsky. Composition VI, 1913. Óleo sobre tela, 195 cm x 300 cm. Museu Hermitage, São Petersburgo.



Vassily Kandinsky. Composição VIII, 1923. Óleo sobre tela, 140 cm x 201 cm. Coleção particular.

Ao lado, um esquema compositivo que, por meio de vetores, nos dão características de que o pintor pode ter usado esse princípio em algumas de suas obras geométricas abstratas.

Vários elementos concorrem para a obra ganhar a beleza, como por exemplo: os eixos direcionais, a distribuição do peso e da cor, a repetição de módulos, etc.



Observe o peso da figura nas obras compositivas: a e b.

Na FIGURA A foram utilizados apenas elementos geométricos.

Na FIGURA B foram utilizados objetos.


Robert Delaunay foi outro pintor que baseou seus trabalhos em formas geométricas.

Robert Delaunay nasceu em Paris em 1885 e faleceu em Montpellier  em 1942.

Abandonou muito cedo os estudos livrescos e dedicou-se à pintura, sua grande paixão. Em 1904 apareceram seus primeiros resultados, fugindo das técnicas convencionais, adotou larga camada de cores puras.Em 1910, Delaunay desposou Sonia Terck, e entrou no cubismo com duas composições: de nome A cidade. Fez também as três grandes composições da Torre Eiffel que se encontram no museu da Basileia e no museu Guggenheim de Nova York; elas foram o momento de multiplicar dentro da Arte e a profundidade e a altura nas telas, de maneira audaciosa, utilizando um jogo de construção de cores.

Delaunay compôs a obra As janelas, que definiu como a fase colorida de sua pintura, vivificando a superfície da tela de espécies de medidas cadenciadas, que se sucedem e ultrapassam em movimento das massas coloridas. Depois de As janelas, as obras prismáticas, geométricas, discos de formas circulares cósmicas (1912). Durante a guerra, Delaunay morou por muito tempo na Espanha e em Portugal.



Robert Delaunay. Janelas simultâneas, 1912. Coleção particular.


Robert Delaunay, As três janelas, 1912. Coleção particular.

Muitos são os artistas que usam formas geométricas em suas obras e conseguem excelentes resultados, além de muitos adeptos e colecionadores. Hoje em dia, muitos artistas fazem obras com geométricas.


Josef Albers, Homenagem ao quadrado, 1965. Acrílico sobre tela, 61 cm x 61 cm. Detroit Institute of Arts.



Robert Delaunay, Alegria de viver. Coleção particular.



Piet Mondrian, Composição, 1923. Óleo sobre tela, 39 cm x 35 cm. Galeria Nacional e Arte Moderna e Contemporânea de Roma.


Piet Mondrian. Composição em preto, vermelho, cinzento, amarelo e azul. Christies Images/Bridgeman Art Silvery, London.


Robert Delaunay. A torre Eiffel, 1911. Coleção particular.


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