terça-feira, 13 de maio de 2014

História da Arte - Semana de Arte Moderna


Proveniente da Europa, chegou ao Brasil um movimento de renovação na literatura e nas artes em geral. O movimento, que se chamou modernismo, pretendia abandonar a imitação e os antigos valores culturais. Os modernistas desejavam desenvolver uma arte voltada para a nossa cultura e realidade. Uma arte mais ao alcance do povo, que retratasse a nossa realidade e os assuntos do cotidiano.

Do comitê patrocinador faziam parte, entre outros, Paulo Prado, Alfredo Pujol, René Thiollier e José Carlos de Macedo Soares. Entre os participantes de presença anunciada figuravam músicos como Villa-Lobos, Ernani Braga e Frutuoso Viana, escritores como Mário de Andrade, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Renato de Almeida, Ribeiro Couto, Sérgio Milliet, Guilherme de Almeida e Plínio Salgado. Artistas plásticos, como Victor Brecheret, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac, Oswaldo Goeldi, Zina Aita, Regina Graz e John Graz. E enfim os arquitetos Antonio Moya e Georg Przyrembel. Como vários dos participantes ocupavam cargos de destaque nas redações de alguns dos principais jornais da época, o evento teve boa divulgação desde o início.

A Semana de Arte Moderna foi realizada no Teatro Municipal de São Paulo, entre os dias 13 e 17 de  fevereiro de 1922.

A Semana de Arte Moderna provocou muita polêmica e discussão porque muitas pessoas estavam ainda ligadas aos antigos valores culturais e não aceitavam as renovações. Já na primeira noite, dezenas de estudantes da tradicional Faculdade de Direito de São Paulo vaiaram impiedosamente os participantes da Semana. Embora a oposição aos modernistas tivesse diminuído nas outras duas noites (15 e 17 de fevereiro), ela se manteve intensa.

O compromisso era chocar a sociedade com novas propostas estéticas, e havia sido alcançado.  A partir da Semana, a cultura brasileira passou a incorporar as mais modernas formas de expressão.




Cartaz da Semana de Arte Moderna, 1922. Acervo.
















Abaixo o parnasianismo! Abaixo o romantismo! Abaixo o art-nouveau! No fim da década de 1910, o Brasil estava preparado para realizar o anseio de Gonzaga Duque, precursor do modernismo no Brasil. Dizia Duque, em 1908: "(queremos) uma arte verdadeiramente brasileira (...) dessa alma popular feita com a nostalgia do índio, a infalibilidade animal do africano e a alma lírica do português..."

A paisagem com a vegetação dos canos das usinas, as sombras fugidias dos aeroplanos, a disparada dos automóveis, os oceanos desventurados pelos submarinos obrigam o artista a sentir e ver, amar, reproduzir de outra maneira... A aspiração dos artistas novos seria a de fixar através da própria personalidade o grande momento de transformação social de sua pátria na maravilha da vida contemporânea; a de refletir a vertiginosa ânsia de progresso; a de gravar o instante em que os velhos sonhos afundam, com todas as superstições de outrora, inclusive a moral, na eclosão de uma vida frenética e admirável!

Três outras ocorrências isoladas iriam aparecer em seguida, abrindo o caminho para a Semana de 1922: a exposição de Lasar Segall em São Paulo e Campinas, em 1913; a mostra de Anita Malfatti em São Paulo, em 1917; e a revelação de Brecheret, descoberto, em 1920, por um grupo de artistas e intelectuais, quando trabalhava no Pavilhão das Indústrias, também em São Paulo.

Essa inspiração veio pelas mãos de Oswald de Andrade, em 1912. Era o Manifesto futurista de Marinetti o que faltava para aglutinar as tendências já instaladas: a primeira mostra de arte não acadêmica de Lasar Segall, a exposição polêmica de Anita Malfatti, as influências europeias de Manuel Bandeira, a rebeldia do acadêmico Graça Aranha - e, acima de tudo, os recursos garantidos pela riqueza paulista, do café e da indústria.











Teatro Municipal de São Paulo. Palco da Semana de Arte Moderna de 1922. Foto de Juvenal Pereira/Pulsar Imagens.

Dizia o Manifesto de Marinetti:

 " Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito à energia e à temeridade, os elementos essenciais de nossa poesia serão a coragem, a audácia e a revolta".

Nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro ocorriam no palco do Teatro Municipal conferências e concertos. Enquanto isso, no saguão expunham os artistas e arquitetos "modernistas". Não eram todos os que haviam sido anunciados no Correio  Paulistano, pois Regina Graz não participou, e a presença de Goeldi era controvertida. Também não eram apenas os que constavam do catálogo da mostra, como esclareceu Malfatti em depoimento a Aracy Amaral. De presença comprovada, segundo o catálogo, foram os arquitetos Moya e Przyrembel, os escultores Brecheret e Haarberg e os pintores ou desenhistas Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando (Yan) de Almeida Prado, Inácio da Costa Ferreira (Ferrignac) e Vicente do Rego Monteiro. O discutível modernismo das obras expostas e a confusão de estilos em que se debatiam os expositores podem ser aferidos pelos títulos muito significativos de certas esculturas, pinturas ou desenhos, como Soror Dolorosa (Brecheret), Impressão divisionista (Malfatti), Natureza dadaísta (Ferrignac), Impressões (Zina Aita) ou Cubismo (Vicente). Estilisticamente, aliás, os "futuristas" de 1922 (como o público teimava em chamá-los) praticavam de tudo um pouco, menos talvez futurismo. O essencial era escapar ao academicismo, ou àquilo que eles um pouco apressadamente entendiam por esse nome. Muitas comissões foram praticadas, por exemplo, a de Artur Timóteo, aliás falecido pouco depois. Por outro lado, por trabalharem longe do Brasil, ou por simples desconhecimento, deixaram de ser convidados a participar artistas, como Ivan da Silva-Bruhns, Domingos Toledo Piza e Correia de Araújo, para citar só três.


A Semana de Arte Moderna - de 11 a 17 de fevereiro de 1922


A Semana de Arte Moderna reuniu arte e literatura no saguão do Teatro Municipal de São Paulo com esculturas de Brecheret, quadros de Anita Malfatti e Di Cavalcanti e discursos de Graça Aranha, poemas de Manuel Bandeira e música de Villa-Lobos.

Apesar da estranheza que as obras artísticas causaram, foi a literatura que mais provocou reações da plateia. Durante os três dias de apresentações - dias 13, 15 e 17 - houve desde vaias à reprodução de sons animalescos: enquanto os poemas de Mário de Andrade foram vaiados, os de Ronald de Carvalho receberam latidos ao em vez de palmas, levando-o a responder: "há um cachorro na plateia; vejam bem que não está no palco". A plateia ainda cacarejou, guinchou, uivou, ganiu, urrou, coaxou, relinchou e miou como demonstração de sua desaprovação e indignação.  

Os responsáveis pelo movimento fizeram um estrondoso barulho, usando as palavras independência, originalidade, personalidade e afirmando-se em altos berros como os únicos independentes e os únicos pessoais em meio a uma récua de imitadores. A reação hostil dos visitantes também era esperada, conforme relatou o pintor Emiliano Di Cavalcanti: "...sugeri a Paulo Prado a nossa semana, que seria de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga da burguesiazinha paulistana".

Os artistas que fizeram a Semana


JOSÉ OSWALD DE ANDRADE (1890-1954)


Ensaísta, romancista e poeta, "a figura mais característica do Movimento", segundo Mário de Andrade. Paulistano, ligado à boemia literária, escrevia nos jornais. Obras principais: Os condenados (1922), Pau-Brasil (1925), O rei da vela (1937).






MÁRIO RAUL DE MORAIS ANDRADE (1893-1945)

Formou-se em Música, em 1917, quando publicou Há uma gota de sangue em cada poema. Paulista da Capital, foi apontado, na época, como "maluco e perigoso futurista". Obras principais: Pauliceia desvairada (1922), Losango cáqui (1926), Macunaíma (1930).








EMILIANO DI CAVALCANTI (1897-1976)

Fazia charges políticas na revista Fon Fon!, quando começou a pintar (1917) por influência do art-nouveau. Foi do Rio para São Paulo, em 1921, participou da Semana e, em 1923, foi para Paris, onde sofreu a influência cubista de Picasso e de Braque. Obras principais: Scène brésilenne (1938), Duas mulatas (1961), Tapete para o Palácio da Alvorada (1960).









VICTOR BRECHERET (1894-1955)


Pobre e órfão, foi criado pelos tios que, com sacrifício, mandaram-no para a Itália, onde aprendeu escultura com Dezzi. Suas obras foram expostas, mas ele não esteve presente na Semana, tinha ganhado uma bolsa de estudos e foi para Paris. Seu grande projeto, o Monumento às Bandeiras, de 1920, só foi terminado em 1954.








ANITA MALFATTI (1889-1964)

Sua exposição de quadros expressionistas na Galeria Mappin, em 1917, é considerado o embrião da Semana. Paulista, estudou na Europa e voltou cheia de ideias, que foram atacadas por Monteiro Lobato.

Após retornar de uma viagem de estudos aos Estados Unidos, inaugurava uma exposição de 53 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras e caricaturas. Foram expostas, na ocasião, telas hoje célebres, como O homem amarelo, Mulher de cabelos verdes, A estudante russa e várias outras. Essas imagens contrastavam agudamente com o rastaquerismo (ostentação de novo-rico) cultural então vigente no Brasil. Do ponto de vista comercial, a exposição obteve algum sucesso e vendeu 11 obras, mas foi altamente criticada por Monteiro Lobato em um longo artigo publicado em 1917 e que se tornaria conhecido sob o título "Paranoia ou mistificação". Esse ataque acabou sendo o motivo principal do convite para participar da Semana.





TARSILA DO AMARAL ( 1897-1973)


Durante a Semana, estava em Paris, de onde mandou seus quadros influenciados pelo Cubismo da Académie Julien. Voltou em 1924, quando uniu as linhas barrocas brasileiras ao cubismo, o que resultou no estilo Pau Brasil (que influenciou Portinari). Tarsila formou o "Grupo dos 5", antropofagista, com Anita Malfatti, Menotti Del Picchia, Mario e Oswald de Andrade (com quem se casou em 1924). Obras: Abaporu(1928), Operários (1933), Segunda classe (1933).










HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959


Suas composições foram atacadas durante a Semana. Mas não era um modernista, apenas um clássico romântico com influência impressionista. Autodidata, apreciador de sinuca, papagaios e crianças, deixou muitas obras, entre elas 14 Choros e 9 Bachianas.









LASAR SEGALL (1891-1957)

Em 1913 ,um jovem pintor lituano recém-chegado ao Brasil, Lasar Segall, expunha, primeiro em São Paulo e depois em Campinas, uma série de obras que inovaram por darem mais importância à expressão do que a assuntos ou temas.
Na verdade, a grande maioria dos que na época escreviam sobre arte apenas descreviam em belas frases o assunto das obras. A estética oficial era rasteira: o artista tinha de reproduzir com a maior fidelidade possível o modelo que tinha ante si. Apadrinhado pelo senador Freitas Vale, Segall obteve o polido registro da conservadora crítica paulistana da época. Nestor Rangel Pestana, em O Estado de S. Paulo, observava que "todos os seus trabalhos, de uma técnica moderna e às vezes ousada, têm uma nota de sinceridade, que impressiona muito favoravelmente e que os torna dignos da atenção do público". Muito mais perspicaz foi Abílio Álvaro Miller, que no Correio de Campinas classificou Segall como "um pintor de almas". Não há dúvida que pertence a Segall a precedência histórica na introdução em nosso país de pinturas que já se poderiam talvez denominar modernas. O fato é que sua dupla mostra pioneira não chegou a causar sensação e muito menos escândalo, nem teve a capacidade de aglutinar em torno do expositor os artistas mais novos, ao contrário do que aconteceu com a mostra individual da jovem Anita Malfatti.

No próprio ano do centenário da independência política do Brasil, a Semana difundia ideias de renovação que, embora já estivessem ocorrido de maneira isolada em ocasiões anteriores, nunca se haviam consolidado num movimento organizado.

Como escreveria Paulo Mendes de Almeida, muitos anos mais tarde, "já não era um gesto isolado de rebeldia o que presenciávamos, mas um clamor em coro, um movimento de grupo, em que se integravam importantes personalidades, e que deu, positivamente, um safanão naquele adormecido em berço esplêndido Brasil das letras, das artes e do pensamento".

Conheça algumas obras de artistas que participaram da Semana de Arte Moderna.




Anita Malfatti. A estudante russa. 




Tarsila do Amaral. Abaporu.


Di Cavalcanti. Mulatas.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

História da Arte - as grandes vanguardas


VANGUARDAS: ANTECIPAR O FUTURO

Do francês avant-garde, a palavra vanguarda significa “o que marcha na frente” Artística ou politicamente, se chama vanguarda aos grupos ou correntes que apresentam uma proposta inovadora. Como se tivessem “antenas” que captassem as tendências do futuro, as vanguardas acreditam perceber, ou compreender, antes de todos, aquilo que mais tarde será o senso comum. Sua missão é, com suas ações (muitas vezes incompreendidas), fazer o futuro, acontecer agora.

VANGUARDAS EUROPEIAS

CUBISMO

O movimento cubista teve início na França, em 1907, o pintor espanhol Pablo Picasso (1881 – 1973) e Georges Braque (1882 – 1963) criaram um novo estilo que rompeu com a ideia de arte como imitação da natureza e abandonou as noções tradicionais de perspectiva.

Esses artistas procuravam novas maneiras de retratar o que viam e passaram a valorizar as formas geométricas e a retratar os objetos como se eles estivessem partidos. A pintura cubista representa todas as partes do objeto num mesmo plano frontal. A linha é contínua e a função da cor é dominante. Prevalecem as cores cinza, marrom, azul, castanho e branco. 

Este estilo é chamado de Cubismo Analítico.

Levado às últimas conseqüências, essa tendência chegou a uma fragmentação tão grande dos seres que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas.

Reagido à excessiva fragmentação os cubistas passaram ao Cubismo Sintético, que procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis, mas não tanto, pois mantiveram a característica do Cubismo. No cubismo sintético as cores eram um pouco mais fortes e as formas mais decorativas.

Outra técnica introduzida pelos cubistas é a colagem, que consiste em montar a obra a partir de diferentes matérias, como figuras, jornais, madeira, etc. 

As principais expressões do cubismo foram Pablo Picasso, Fernand Léger e Georges Braque.


Picasso / Factory in horta de Ebbo - Fábrica em Horta de Ebbo


Les Demoiselles d'Avignon - Picasso - 1907


Pablo Picasso - Marie-Therese Walter - 1937


Guernica


Mulher chorando, Picasso, 1937


Musical Instruments – Georges Braque - Instrumentos Musicais


Violin and Pitcher - Georges Braque, 1909-1910 - Violino e jarro


O Viaduto de L’Estaque – Georges Braque


Enseada na Normandia, Georges Braque, 1909


Girl with a Mandolin - Pablo-Picasso, 1910 - Menina com um bandolim

FUTURISMO

O futurismo é um movimento artístico e literário surgido oficialmente em 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. A obra rejeitava o moralismo e o passado. Apresentava um novo tipo de beleza, baseado na velocidade e na elevação da violência. 

O slogan do primeiro manifesto futurista de 1909 era “Liberdade para as palavras”, e considerava o design tipográfico da época, especialmente em jornais e propaganda. A diferença entre arte e design passa a ser abandonada e a propaganda é escolhida como forma de comunicação. 

O novo é uma característica tão forte do movimento, que este chegou a defender a destruição de museus e de cidades antigas. Considerava a guerra como forma de higienizar o mundo. 

O futurismo desenvolveu-se em todas as artes, influenciando vários artistas que posteriormente instituíram outros movimentos modernistas. Repercutiu principalmente na França e na Itália, onde vários artistas, entre eles Marinetti, se identificaram com o fascismo.

O futurismo enfraqueceu após a Primeira Guerra Mundial, mas seu espírito rumoroso e inquieto refletiu no dadaísmo, no concretismo, na tipografia moderna e no design gráfico pós-moderno. 

A pintura futurista recebeu influência do cubismo e do abstracionismo, mas utilizava-se de cores vivas e contrastes e a sobreposição das imagens com a pretensão de dar a ideia de dinamismo. 


Umberto Boccioni. Charge of the lancers, 1915. Têmpera e colagem sobre papel cartão. Carga dos tiros


Giacomo Balla (1871-1958) Automóvel em movimento


EXPRESSIONISMO

O expressionismo foi um movimento artístico que surgiu na Alemanha, no início do século XX (1910) com objetivo de expressar as emoções e angustias vivida pelo homem deste período.

O termo expressionismo, define um movimento em que, nas obras de arte, a realidade é distorcida, de forma a expressar as emoções e sentimentos ou a visão íntima do artista., não retratando apenas o que ele vê, mas também o que ele sente em relação aos fatos que são presenciados, criticando por exemplo, a exploração do homem pela sociedade.

A palavra expressionismo também foi utilizada para denominar uma tendência da arte européia moderna que predominou na arte alemã de 1930 aproximadamente. Foi um estilo que aconteceu no período entre as guerras. Essa tendência pode ser vista como uma reação ao Impressionismo, que apenas se preocupava com as sensações de luz e cor e não com os problemas vividos pela sociedade da época. 

A característica comum dos artistas dessa corrente foi a violenta deformação do corpo e o uso de cores que, muitas vezes não correspondem à realidade (cores fortes, vivas, escuras).

Destacam-se neste movimento, Vincent Van Gogh, James Ensor, Edvard Munch, Georges Rouault. 


AutorEdvard Munch
Data1893
TécnicaÓleo sobre telaTêmpera ePastel sobre cartão
LocalizaçãoGaleria Nacional, Oslo



Os retirantes 1944 – Cândido Portinari

ATIVIDADE

1-Pesquise, tire cópia, e cole no caderno a obra O GRITO de Edvard Munch e RETIRANTES de Candido Portinari.

2-Faça um desenho com características expressionistas, mostrando muita emoção e sentimentos como dor, tristeza, angustia, miséria, fome, violência etc. Use cores fortes para pintar.

DADAÍSMO

Formado em 1916 em Zurique por jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus respectivos países, teriam sido convocados para o serviço militar, o Dada foi um movimento de negação. Durante a Primeira Guerra Mundial, artistas de várias nacionalidades, exilados na Suíça, eram contrários ao envolvimento dos seus próprios países na guerra.

Fundaram um movimento literário para expressar suas decepções em relação a incapacidade da ciências, religião, filosofia que se revelaram pouco eficazes em evitar a destruição da Europa. A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil "cavalo de pau". Esse nome escolhido não fazia sentido, assim como a arte que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra.

Sua proposta é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. Sendo a negação total da cultura, o Dadaísmo defende o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos. Politicamente , firma-se como um protesto contra uma civilização que não conseguiria evitar a guerra.

Ready-Made significa confeccionado, pronto. Expressão criada em 1913 pelo artista francês Marcel Duchamp para designar qualquer objeto manufaturado de consumo popular, tratado como objeto de arte por opção do artista. O fim do Dada como atividade de grupo ocorreu por volta de 1921. 

Principais artistas :

Marcel Duchamp (1887-1968), François Picabia (1879-1953), Max Ernest (1891-1976), Man Ray (1890-1976).


Dadaísmo, M. Duchamp, ready made (A fonte), 1917



Marcel Diuchamp, L.H.O.O., Lápis uma reprodução de Mona Lisa, 19.7X12.4 cm 

SURREALISMO

O movimento surrealista surgiu em Paris, em 1924, fruto de idéias de um grupo de artistas liderado por André Breton (1896 – 1966).

Para os surrealistas, a obra de arte não resulta de manifestações lógicas do consciente, mas sim manifestações aparentemente absurdas e ilógicas do subconsciente, como imagens dos sonhos e das alucinações, da livre manifestação da imaginação.

O surrealismo introduziu muitas técnicas, entre elas, a fotomontagem e a colagem fotográfica.

Destacam-se os pintores e artistas gráficos espanhóis Joan Miro (1893 – 1983) e Salvador Dali (1904 – 1989), o pintor e designer russo Marc Chagall (1887 – 1985).


Obras de Salvador Dalí

A Persistência da Memória - 1931


O sono - 1937


Crianças Geopoliticas Assistindo ao Nascimento do Novo Homem - 1943




· Pesquisar, imprimir ou tirar cópia e colar no caderno de desenho, imagens de:
 2 obras do cubismo,
 2 obras do futurismo,
 2 obras do dadaismo,
 2 obras do surrealismo.
OBS: Colocar nome e autor de cada obra.

 SOBRE VANGUARDAS ARTÍSTICAS

1- Cite as características da pintura cubista.

2- Quando, onde e quem iniciou o movimento cubista?

3- Cite o nome dos dois estilos do cubismo.

4- O que significa vanguarda no sentido artístico?

5- Cite o nome de três artistas que se destacaram no dadaísmo.

6- Qual era a proposta do dadaísmo?

7- Juan Miró, Salvador Dalí, e Marc Chagall são pintores de qual movimento?

8- Explique por que o pintor expressionista distorcia a realidade em suas pinturas.

9- Caracterize a obra surrealista.

10- Qual o nome do movimento que pregava a destruição dos museus e considerava a guerra como forma de higienizar o mundo?

11- Cite o nome de obras e seus pintores:
         A- 3 expressionistas. 
         B- 3 cubistas. 
         C- 3 surrealistas.

Perspectiva


Perspectiva - a representação do espaço

A perspectiva é um método de representação dos objetos, dos ambientes e das paisagens de modo a se aproximar bastante da realidade.

Em muitos casos, é mais importante perceber a forma de um objeto do que as suas dimensões, que são: largura, altura e profundidade.

Vamos supor que você queira desenhar uma máquina de lavar roupa. Certamente, usará uma folha de papel que possui duas dimensões (largura e altura). A folha de papel possui uma pequena espessura, que não é considerada uma grandeza confrontável.

A perspectiva consiste em desenhar em um papel de duas dimensões um objeto de três dimensões.







Rafael Sanzio. A Escola de Atenas, 1508-1511. Mural Rafael Sanzio.

O desenho em perspectiva surgiu na Itália, na época do Renascimento. Ao lado, arcadas da Praça de Parejas, em Aranjuez, Espanha.




Foto de Manoel M. Vicente

Regras da perspectiva

Perspectiva é, portanto, a arte que nos ensina a desenhar, isto é, a representar um objeto visto de um ponto determinado do espaço: o ponto de vista.

A posição dos olhos do observador é chamada de ponto de vista e se considera colocada a cerca de 160 cm do solo. De perfil, o solo é representado pela linha da terra.

Linha de terra, ou traço do quadrado, é a base inferior desse quadrado e a intersecção do quadro com a parte geométrica. Observe a figura abaixo:


Figura 01.

Para a execução da perspectiva, imagine que entre o objeto observado e os olhos do observador tenha sido interposto um plano transparente: o plano perspectivo (fig. 01).

PLANO PERSPECTIVO é aquele a partir do qual se imagina o desenho do objeto observado.

Dos olhos do observador se imagina que saia uma série de raios visuais, que alcançam o plano perspectivo; em particular, um raio que alcança perpendicularmente o plano no ponto P, o ponto principal (fig. 01).

PONTO PRINCIPAL é a projeção ortogonal do ponto de vista sobre o quadro, paralela à linha da terra.

Os feixes de luz saem dos olhos de forma cônica.

REGRA IMPORTANTE: na perspectiva, todas as linhas verticais das imagens conservam-se tantas quantas são no desenho.

As linhas horizontais convergem para o ponto de fuga ou ponto P.

PONTO DE FUGA é aquele situado sobre a linha do horizonte. Para ele convergem em perspectiva todas as paralelas, com exceção das linhas horizontais de frente.

Para se achar o ponto de fuga na linha do horizonte, faz-se necessário que a mesma seja colocada na altura dos olhos do observador; aí se encontra a linha do horizonte.

LINHA DO HORIZONTE (fig. 02) é aquela formada pelo encontro de um plano horizontal que passa à altura do ponto de vista com o plano vertical sobre o qual se projeta a imagem.


Figura 02.


É BOM SABER

A palavra perspectiva vem do  latim prospicere = olhar para a frente.

A perspectiva consiste em representar um objeto com um só desenho o mais próximo possível do que nossos olhos podem identificar.
  • Linha do horizonte. Varia de acordo com a posição do observador. Exemplos:

  •  Ponto de fuga. Exemplo:

Perspectiva cônica

A perspectiva linear, quando o centro de projeção é próprio, toma o nome de perspectiva cônica ou exata.

Perspectiva cavaleira

Quando a direção for inclinada em relação ao quadro, a perspectiva é cavaleira. É de  grande utilidade nos desenhos técnicos. Esta perspectiva consiste em situar planos e eixos paralelos em três dimensões do espaço: altura, largura e profundidade.


Perspectiva isométrica

A figura é representada como ela é na realidade, com uma aresta para o observador.

Usamos o eixo isométrico.



Algumas imagens de perspectiva: